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Agosto Dourado: informação, acolhimento e ciência para uma amamentação mais confortável.

Entenda como a fonoaudiologia, a informação e o conforto podem apoiar uma amamentação mais segura para mãe e bebê.


No imaginário de muitas mulheres, a amamentação costuma ser retratada como um momento que acontece naturalmente, quase sem dificuldades. Na prática, porém, mãe e bebê aprendem juntos. Esse processo envolve adaptação, orientação, paciência e, acima de tudo, informação baseada em evidências.
Neste Agosto Dourado, mês dedicado à conscientização sobre a importância do aleitamento materno, queremos falar sobre amamentação sem romantizar os desafios nem alimentar mitos.
Para isso, conversamos com a fonoaudióloga Geisa Zaccariotto, especialista em neopediatria, amamentação, introdução alimentar e consultoria materno-infantil.
Mais do que nutrir o bebê, a amamentação contribui para o desenvolvimento das funções orais e participa de etapas importantes do desenvolvimento infantil. Entender esse processo pode ajudar as famílias a atravessarem as primeiras semanas com mais segurança e confiança.


Muito além da fala: o papel da fonoaudiologia na amamentação
Quando se fala em fonoaudiologia, muitas pessoas pensam imediatamente na fala ou na dicção. Mas a atuação desse profissional pode começar muito antes das primeiras palavras.
Segundo Geisa, uma das atuações do fonoaudiólogo é na avaliação, diagnóstico e tratamento de alterações relacionadas às funções orais. Como a sucção é uma das principais funções do recém-nascido, esse profissional também pode acompanhar a amamentação, avaliando aspectos como pega, postura, posicionamento e funcionamento da musculatura orofacial.
“A sucção é a principal função oral do bebê. O fonoaudiólogo atua ajustando essa função para que a amamentação flua com eficácia e conforto para a mãe e para a criança”, explica Geisa.
Durante a mamada no peito, o bebê realiza movimentos coordenados que estimulam o desenvolvimento craniofacial e mobilizam a musculatura envolvida nas funções orais. Esse trabalho participa da preparação de estruturas importantes para etapas futuras, como a mastigação e a fala.


Peito e mamadeira não funcionam da mesma forma
Uma dúvida comum entre as famílias é se existe diferença entre a sucção no peito e na mamadeira. De acordo com a especialista, as duas formas apresentam mecânicas distintas.
“Na amamentação, o bebê utiliza uma ampla rede de músculos da face, língua, mandíbula, lábios, faringe e pescoço de forma coordenada. Na mamadeira, esses músculos também participam, mas o padrão de sucção costuma exigir menos esforço e apresentar uma mecânica diferente, especialmente quando o fluxo do leite é elevado”, descreve a fonoaudióloga.
A sucção no peito oferece estímulos importantes para o desenvolvimento das estruturas orais. Isso não significa que o uso da mamadeira, isoladamente, determine alterações futuras. Cada bebê tem necessidades específicas, e qualquer dificuldade deve ser avaliada individualmente por profissionais qualificados.


Dor persistente ao amamentar merece atenção
Um dos mitos mais difundidos sobre a amamentação é a ideia de que a dor faz parte do processo ou de que o peito precisa “calejar” nos primeiros dias.
Pode haver sensibilidade ou algum desconforto no início da adaptação, mas a amamentação não deve machucar. Dor persistente, intensa ou acompanhada de lesões é um sinal de que a pega, o posicionamento ou outras possíveis causas precisam ser avaliadas.
“Dor ao amamentar é o primeiro e principal sinal de que algo não está certo. Não é normal doer durante a amamentação e não existe a possibilidade de ‘calejar’, como muitas pessoas acreditam”, alerta Geisa.
Além da dor, outros sinais merecem atenção, como baixo ganho de peso, engasgos, estalos na mamada, dificuldade em fazer o bebê sair saciado das mamadas. Diante desses sinais, a família deve procurar ajuda especializada para os ajustes na amamentação.
“A dor é um indicativo claro de que essa dupla precisa ser avaliada e orientada por um profissional capacitado”, afirma.


Preparar o ambiente também faz parte da amamentação
Cada mãe e cada bebê formam uma dupla única. Por isso, não existe apenas uma posição que funcione para todas as famílias.
Segundo Geisa, algumas posições podem favorecer uma pega mais profunda e eficiente, mas a orientação deve ser individualizada, considerando as características da mãe e do bebê.
“Existem algumas posições que favorecem uma pega mais profunda e efetiva. Mas é importante que a dupla mãe-bebê seja avaliada para que essa orientação seja oferecida de maneira individualizada, já que a anatomia da mama de cada mãe é diferente”, pondera.
Embora nenhuma poltrona substitua a orientação de um profissional capacitado, um ambiente confortável pode contribuir para que a mãe mantenha braços, costas e pés bem apoiados durante as mamadas — especialmente nas primeiras semanas, quando elas se repetem várias vezes ao longo do dia e da noite.
Quando encontra uma posição confortável, a mulher pode dedicar mais atenção ao bebê e reduzir o esforço físico durante esse momento. Buscar um ambiente tranquilo, uma postura bem apoiada e uma rede de suporte também está entre as recomendações para enfrentar dificuldades relacionadas à amamentação.


Informação de qualidade faz diferença
Ao longo da entrevista, Geisa chama a atenção para um desafio que ainda acompanha muitas famílias: a quantidade de informações desencontradas sobre amamentação.
Mitos transmitidos entre gerações, experiências individuais tratadas como regra e orientações sem embasamento científico podem gerar insegurança justamente em um momento no qual mães, pais e demais responsáveis precisam de informação confiável.
“A principal dificuldade que observo nos dias de hoje é a desinformação. A amamentação traz muitas lendas, mitos e questões culturais. Hoje, amamentação é ciência. Sabemos conduzir cada caso com embasamento científico e técnicas validadas”, explica.
Sempre que surgirem dúvidas ou dificuldades, buscar orientação especializada pode ajudar mãe e bebê a encontrarem o caminho mais adequado para uma experiência segura e confortável.


O conforto também faz parte desse cuidado
Embora a técnica da amamentação dependa da avaliação e da orientação de profissionais capacitados, alguns elementos do ambiente podem tornar esse momento mais confortável para a mãe.
Na Cia do Móvel, as poltronas de amamentação são desenvolvidas para acompanhar essa rotina, com foco em apoio, estabilidade e conforto durante as mamadas.
Entre as características dos modelos da marca, estão:

  • Apoios de braços desenvolvidos para oferecer sustentação durante a amamentação;
  • Encosto que favorece uma postura mais confortável ao longo das mamadas;
  • Opções com balanço suave, para quem prefere esse movimento durante os momentos de acolhimento;
  • Acabamentos e revestimentos pensados para integrar o quarto e acompanhar diferentes fases da família.

Mais do que um móvel destinado aos primeiros meses, a poltrona pode integrar um espaço criado para acolher mãe e bebê e, posteriormente, ganhar novas funções na rotina da casa.


Informação, acolhimento e apoio caminham juntos
Ao encerrar a conversa, Geisa deixa uma mensagem que resume o espírito do Agosto Dourado: em vez de enfrentar as dificuldades sozinha, a família deve se sentir segura para buscar orientação sempre que necessário.
“Não tenha medo de procurar ajuda. Se você está com dificuldade ou dúvidas, procure ajuda especializada. Pesquise, pergunte, questione. A saúde da criança agradece.”
A amamentação representa mais do que alimentar um bebê. Ela promove interação entre mãe e filho, contribui para o desenvolvimento infantil e merece ser vivida com informação de qualidade, acolhimento e conforto.
Quando orientação profissional, apoio familiar e um ambiente preparado caminham juntos, mãe e bebê encontram melhores condições para atravessar esse período com mais tranquilidade.
Se você está montando o quarto do bebê, conheça a linha de poltronas de amamentação da Cia do Móvel. Desenvolvidas para acompanhar a rotina das famílias, elas unem conforto, qualidade e um design pensado para permanecer atual muito além dos primeiros meses de vida.

*Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a avaliação individualizada do pediatra ou dos profissionais de saúde que acompanham a mãe e o bebê.

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